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O Cupido suicida

  • 31 de jul. de 2014
  • 1 min de leitura

Como um Cupido suicida

Enveneno-me do teu amor

Sem saber, nem querer fugir

Espeto a seta da paixão em meu próprio peito

E caio. A teus pés. Inanimado.

De dor. Prazer. E vontade de ter.

Mais um pouco dessa maldição

Mais um pouco dessa loucura

Dessa falta de razão.

Tenho asas mas não voo

Tenho sede mas não bebo

Tenho fome de ti.

Queria-te caçar

Com meu arco e flecha

E fui caçado. Armadilhado.

Em teus lábios me perdi

Em teu corpo fui deixado

E nele, pobre, sucumbi.

Espero teu beijo mágico

De princesa adormecida

Cavalgando em minha busca,

Em sonhos de crina branca,

Em tufos de nuvens soltas.

Qual ressurreição divina

Que traga de novo à vida

Este Cupido suicida

Na sua paixão dorida.

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